Pedaços Humanos

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O inesperado



“ Algumas vezes o esperado simplesmente perde importância comparado ao inesperado! “

Abraço



"Aquele abraço era o lado bom da vida, mas para valorizá-lo eu
precisava viver. E que irônico: pra viver eu precisava perdê-
lo..."

Amarelinha



" Li outro dia que amar é igual brincar de Amarelinha. Entre o Céu e o Inferno existem apenas alguns passos. "

...



"Machucar quem você ainda ama, machuca você."

Alguém me explica?

"O bom da vida é que quase tudo muda. E mudou. De um dia pro outro. Como se alguém lá de cima ouvisse o eterno "não aguento mais" e te desse de presente: olha, toma aí.... E o presente tinha nome. Tinha endereço. Tinha um cabelo bagunçado que putaquepariu! Que sorriso era aquele?.. Alguém me explica como uma mulher pode ficar muda só de ver um cara sorrir..."

( Coração na boca- aplicativo do facebook)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Falsa consideração

"Agora eu sei que o amor que você prometeu
Não foi igual ao que você me deu.
Era mentira o que você jurou.
Mas não faz mal.
Eu aprendi que não se deve crer em tudo aquilo que alguém nos diz
num momento de prazer ou de amor.
Mas tudo bem, eu sei que um dia vai e outro vem;
Você ainda há de encontrar alguém para lhe fazer o que você me fez.
E ai, na hora do sufoco, sei você vai me procurar. Com a mesma conversa que um dia me fez apaixonar; por alguém de uma falsa consideração.
E ai você vai perceber que eu estou numa boa.
Que durante algum tempo fiquei sem ninguém.
Mas há males na vida que vem para o bem."

(Jorge Aragão)

Falhei

"Quando eu era criança, nós morávamos em um cômodo no centro da cidade, aquelas quitinetes e tal, privacidade 0. Sempre que eu queria me esconder do mundo, entrava no banheiro, ligava o chuveiro e ficava lá chorando ou conversando com as paredes. Era o mesmo prédio desde o meu primeiro ano de idade. Saímos de lá quando eu tinha 12 anos e lembro que no dia da mudança, entrei no banheiro, passei a mão nos azulejos e disse "Obrigada". E foi apenas uma palavra, mas era a minha forma de dizer "muito obrigada por terem me ouvido esses anos todos, por serem as testemunhas silenciosas de tudo que eu passei". Sei que tinha dias de simplesmente eu entrar no banheiro e chorar de soluçar. E lembrei disso hoje, porque justo hoje, após tanto tempo, eis me aqui acuada em um canto, chorando o mundo e soluçando. Aquele choro espaçado. Barulhento. Típico de quando se é criança e ainda não se aprendeu a controlar as emoções. Ou típico de quando se é adulto e o desespero bate. Aquele choro que te dá vergonha se alguém escutar. E você reza para que ninguém te escute. E se te perguntarem "mas por quê você está chorando?". Por tudo e por nada. Acaba sendo o combo todo da sua vida que nunca deu certo, quando em vários momentos algum filho da puta te diz sorrindo "calma que tudo vai dar certo". E lá se vão 27 anos esperando isso, acaba sendo um mito como o papai noel. Tudo dar certo = grande ilusão da vida. É tanta coisa, que no final das contas não se acha um motivo para as lágrimas, acaba sendo por nada. E então me falam "volta pro Rio". E claro que eu quero voltar para o Rio. Da mesma forma que eu quero ver um show do Radiohead e comer um bolinho de bacalhau no Lamas. Só que nada disso vai fazer desaparecer todos os "nãos" que a vida diz. Sempre pensei que as ações aconteciam por motivação. Você sai de um lado da rua e vai para outro porque há um motivo. Encontrou alguém, está fugindo do sol, é por ali o caminho etc. Penso que viver também é isso. Por quê você vive, Patricia? Silencio. No hay banda. Nem deveria me explicar, já que ninguém entende nada mesmo, mas total não é papo de suicida. A questão é motivos para viver. Não tenho nenhum."

(Retirado do blog 'teamoporra')

domingo, 31 de outubro de 2010

Tempo

Deu trabalho limpar a sujeira.
Não importa o quanto limpasse, continuaria sujo.
Todos os espelhos estavam quebrados, mas assustava ver que os cacos continuavam refletidos no chão.
A visão mais real vindoura de quem melhor me conhecia: eu mesma.
Olhos vermelhos de dor, voz rouca de clamar ajuda de quem melhor poderia ajudar. Mas não estava a disposição. Nunca tinha certeza de resposta.
Não sabia telefones decorados nem tinha na agenda algum repetido diariamente. Nada de certezas. Apenas a de que estava rodeada por vários "irmãos" e isso deveria bastar.
Não conseguia ter companhia. Estava bem só. Mas me sentia tão só...

( Retirado do blog: " aartedonadadizer")

O amor.

"O amor não acaba. O amor apenas sai do centro das nossas atenções. O tempo desenvolve nossas defesas, nos oferece outras possibilidades e a gente avança porque é da natureza humana avançar. Não é o sentimento que se esgota, somos nós que ficamos esgotados de sofrer, ...ou esgotados de esperar, ou esgotados da mesmice. Paixão termina, amor não. Amor é aquilo que a gente deixa ocupar todos os nossos espaços, enquanto for bem-vindo, e que transferimos para o quartinho dos fundos quando não funciona mais, mas que nunca expulsamos definitivamente de casa..."

( Martha Medeiros)

domingo, 17 de outubro de 2010

A despedida do amor

Existem duas dores de amor:

A primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel.

A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.
A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...

Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender. Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida... Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós. Queremos, lógicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.

É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a "dor-de-cotovelo" propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".

Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo. É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente...

E só então a gente poderá amar, de novo.


Martha medeiros

terça-feira, 5 de outubro de 2010

O milagre

"Há quem diga que não tem cura. Eu duvido. Duvido, quando tanto em nós já foi curado. Duvido, quando foi o improvável que nos descortinou os olhos, quando foi a tristeza que nos ensinou a alegria. O custo é alto - dói - mas liberta. A gente aprende não exatamente a desprezar outras bobagens coisas, mas a dar a elas apenas o tamanho e o espaço que merecem. Deem-nos licença os disparates, temos mais a viver. Temos pressa em viver. Sinto um pouco de pena dos que se fazem sofrer por nada, sinto um pouco de alegria por, mesmo em lágrimas, viver a cura. A vida anda toda intensa. E preenchida por milagres. Milagre mesmo é o amor. É o perdão, é a generosidade. O câncer cura. E nos salva de nós mesmos. Por isso, duvido. Recuso-me a desesperança. E tem sido bom viver assim. De novo a vida reaviva o que realmente importa e nos chama (rápido!), não há vida a perder."

( Retirado do Blog 'euamaria')

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Porque os homens amam as mulheres poderosas?



As mulheres que enlouquecem os homens nem sempre são excepcionais. Em geral, são aquelas que dão a impressão de não se importar muito.

Isso não tem nada a ver com joguinhos de conquista. Trata-se de ser muito carente ou de gostar da própria companhia e demonstrar que, de certa forma, você se basta. O que aconteceria se você o deixasse perceber que está disposta a dar tudo de si, desde o primeiro dia? Ele acharia que você está desesperada e começaria a testá-la. Isso faz parte da natureza humana. E quanto mais você cedesse, mais ele exigiria. Em pouco tempo, ele a veria como um produto do qual poderá tirar o máximo proveito: “Até onde ela vai? Quanto conseguirei extrair dela?” As garotas boazinhas precisam aprender algo que as mulheres poderosas já sabem. As concessões excessivas e a ânsia de agradar diminuem o respeito que o homem tem pela mulher e acabam com a atração que inicialmente os aproximou. Os homens, em geral, não se sentem desafiados quando se vêem diante de uma mulher que não mede sacrifícios para conquistá-los. Elas não oferecem o desafio mental que os homens procuram. Por outro lado, as mulheres erram ao imaginar que, se tiverem doutorado, se souberem defender suas idéias em uma discussão sobre política internacional ou se entenderem de investimentos, serão naturalmente capazes de oferecer um estímulo mental ao homem. O desafio mental tem muito mais a ver com a atitude do que com a conversa. Geralmente, a mulher que se faz respeitar e que demonstra não ter medo de viver sozinha constitui um desafio mental muito mais instigante. A boazinha comete o erro de estar sempre disponível. “Não gosto de joguinhos”, explica. Assim, ela permite que seu parceiro veja quanto teme perdê-lo, demonstrando claramente que ele tem total domínio sobre ela. Em geral, é nesse momento que a mulher começa a reclamar: “Ele nunca tem tempo para mim. Ele não é mais tão romântico quanto antes.” A mulher poderosa está disponível algumas vezes, mas outras não. Porém ela é amável o suficiente para levar em consideração as preferências do namorado quanto ao dia em que ele gostaria de vê-la, de forma que ela possa, às vezes, adaptar seus planos aos desejos dele. A conseqüência disso? Um relacionamento em que ninguém domina ninguém. E a mulher que larga tudo o que está fazendo, a qualquer hora do dia ou da noite, para ir ao encontro de um homem? Ele sabe que a controla completamente. Por isso, depois de um tempo, o sujeito passa a sair com os amigos e só telefona à meia-noite, pois sabe que ela virá quando ele quiser. Quando a mulher recebe o telefonema de um homem no meio da noite, pega o carro e sai correndo para encontrá-lo, a única coisa que está faltando é uma placa luminosa no teto do carro com a inscrição: ENTREGA EM DOMICÍLIO.



- Por que os homens amam as mulheres poderosas?



Sherry Argov

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Saudade

"(...)É uma coisa que me dói muito, esses seus silêncios. Sei, claro, que você deve ter problemas bastante sérios; Mas uma carta de vez em quando não custa nada. E às vezes quem sabe, talvez a gente pudesse ajudar. Penso, com mágoa, que o relacionamento da gente sempre foi unilateral. Sei lá, não quero ser injusto nem nada, apenas me ferem muito esses teus silêncios. A sensação que tenho é que você simplesmente não está muito afim. E cada vez que tomo a iniciativa de escrever é sempre meio tolhido, sem naturalidade, com medo de incomodar, de ser indesejável. Não é uma coisa agradável. Seja como for, continuo gostando de você da mesma forma. Você está quase sempre perto de mim, quase sempre presente em memórias, lembranças, estórias que conto às vezes, saudade. E se é verdade que o tempo não volta, também deveria ser verdade que os amigos não se perdem.
Substituímos expressões fatais como “não resistirei” por outras mais mansas, como “sei que vai passar”. Esse é o nosso jeito de continuar."

Caio F de Abreu

Contramão

"... Diminuir todos à sua volta, te fez maior? Essa sua solidão ridícula é o que você queria? O sonho da sua vida era passar o natal sozinho assistindo tv? Então, parabéns. Você cumpriu sua missão no mundo. Chegou a hora de você sumir de vez.

Eu não quero mais te ver
Por que voltou?
Mais mentiras pra contar
Cansei de te escutar
Não há nada que me prenda à você
Você sugou o melhor de mim
E vem pedir perdão
Você é vida
numa estrada em contramão."

( blog "http://notdelivered.blogspot.com/")

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Permissão

..."As atitudes que tomam com você, são aquelas que você permite que sejam tomadas."
E enquanto sua conduta assim for, não te permito mais em minha história. Mas te desejo felicidade, meu menino e quando essa confusão que te toma acabar, sua permissão em minha mente será retomada (mesmo que até lá você queira apenas minha amizade), falo da mente, porque meu coração é sua morada; Ali, mesmo que eu quisesse, não poderia te impedir de viver.
Que Deus te guarde.

Julieli Valente

domingo, 29 de agosto de 2010

Acenos

'' [...] Quem nos vê nos julga alheados. Quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz. Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber que se nossa essência é ambigüidade e mutação, este silencio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe, um dia os seus acenos.”

Lya Luft

Ilusão do apelo

"Peço que me desculpe por toda minha ausência, que se faria presença se tivesse me permitido, ao menos uma vez. Peço que me desculpe, por todas as palavras ditas, muitas vezes sem sentido - pra mim, que se tornou dor - pra você. Peço que não me olhes mais com aqueles olhos magoados, magoados das dores que causei, o tempo passa, as pessoas mudam, e eu mudei. Não pense que não me dói saber que te dói as palavras antigas, os atos antigos. O que te causou dor ontem me dói hoje, pois foi parte de mim, me envergonho de ter sido frio, aparentemente sem sentimento, mas sentimento tenho e muito, por dentro. Hoje vejo com teus olhos tudo que fiz, e o que não fiz, meus erros, vacilos e olhares não trocados, mas pensados no silêncio da noite com a cabeça encostada no travesseiro, que recebera por diversas vezes lágrimas tristes e verdadeiras. Menti quando a palavra ódio saiu da minha boca, jamais o senti, mas porque mesmo falei? Errei mais uma vez, e percebo que não é nada demais assumir isso, que chegar olhar nos teus olhos - difícil de se fazer algumas vezes - e dizer que jamais senti isso por você, não vai me fazer menor, mas sim crescer o ser que brota dentro de mim, e talvez de você. Possa ser que estas palavras não lhe sirvam de nada, que não diminua o que foi rasgado ai dentro, mas me amedronta pensar nessa possibilidade.. Desculpa, desculpa! Talvez seja a única palavra que possa te dizer neste momento, e é verdade. Sinto por ser deveras vezes confuso, egoísta, até infantil, assumo, e não há mal algum em assumir, não há, pra que temer? Se pelo menos pra mim o que importa é olhar a estrada logo a frente e dar o primeiro passo, sem pensar se ela é longa ou não, mas saber principalmente que é necessário percorrer seus caminhos. Presumo que nunca lhe disse palavras semelhantes a estas, ou metade delas, ou nenhuma delas, mas por diversas vezes me peguei com seu rosto em mente, e pensando no futuro, o que me reservaria, o que nos reservaria se de fato fosse pra nos encontrarmos mais uma vez; guardei esses pensamentos pra mim, num lugar bem guardado, pois não sabia ao certo o que significava, por medo. Mas quem sabe um dia estas palavras aqui escritas cheguem até você, quem sabe um dia eu perca a vergonha. Sei que chegarão. E talvez você sorria achando graça da minha confusão. Seria difícil e até impossível falar tudo isso olhando pra você. Seu olhar acaba desviando o meu, não sei ainda o porquê, mas estou aprendendo a lidar com ele. Quando penso no que escrever, lembro de você deitada em seu quarto, com um olhar meio tristonho, mas de uma menina que aprendeu com a vida, talvez de forma dura, mas aprendeu, e em parte me orgulho disso. Não me orgulho mais, pois sei que parte dessa dureza foi causada por mim, mas assim como você eu também aprendi, e amadureci muito mais do que antes julgava ser e não era. Hoje percebo isso. E amanhã vou perceber que hoje também não era. Engraçado esse vento chamado vida. Engraçado essa forma de amadurecer, de aprender, de sofrer, de viver.

''Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez.'' - Caio F. Abreu

" Se quer saber minha opinião

nunca é tarde demais ou, cedo demais pra ser quem quiser ser. Não há limite de tempo. Comece quando você quiser. Você pode mudar ou ficar como está. Não há regras pra esse tipo de coisa. Podemos encarar a vida de forma positiva ou negativa. Espero que você encare de forma positiva. Espero que veja coisas que surpreendam você. Espero que sinta coisas que nunca sentiu antes. Espero que conheça pessoas com um ponto de vista diferente. Espero que tenha uma vida na qual se orgulhe, e se você descobrir que não tem... espero que tenha forças pra conseguir começar novamente."

(O curioso caso de benjamin botton)

Verbos

"Amar. Esse é o verbo mais conjugado!
Eu amo. Tu amas. Ele ama.
Conjugações: ar - er - ir.
Amar. Sofrer. Fugir.
Sumir. Vencer. Voltar.
Lutar. Poder. Unir.
Sentir. Viver. Sonhar.
Querer. Esse é o verbo mais importante!
Tudo provem dele.
É superior conjugá-lo!
Principalmente na primeira pessoa do singular: eu quero.
Mas o Ar é especial.
É um nível diferente.
Seja como conjugação ou único modo de sobrevivência!
Ar. Essencial.
Os outros tem a sua merecida importância:
Er? Te dar o poder da irônia.
Ir? Te dar o poder da liberdade.
Mas Ar, te dar o poder de existir! "

Laizza N. Pedroza

Quanto mais conheço o mundo...

"São poucas as pessoas de quem eu gosto realmente e mais restrito ainda o número daquelas de quem eu faço bom juízo. Quanto mais conheço o mundo, maior é meu descontentamento por ele; e cada dia confirma a minha crença na inconsistência de todos os carateres humanos e na pouca confiança suscetível de ser depositada na aparência tanto do mérito quanto do bom senso."

Laizza N Pedroza
(orgulho e preconceito)

Partir

"Deixa que vá. Para longe. Ou para perto, talvez. Mas deixa que vá. Sem sentir, sem perguntar. Porque? Apenas deixa que vá. E voce segue junto. Uma outra estrada. Um outro caminho. Mais cansativo, apelativo. Com muito mais pedras e degraus. Mas vá. Voce vai, sem se perguntar porque. Voce apenas vai. Sem olhar pros lados. Você vai. Sem parar para descansar, ou saciar a sede. Voce vai. Você nao sente nada. Frio. Calor. Vento. Nao sente a chuva que te faz tropeçar e retroçeder. Você apenas levanta e recomeça tudo outra vez. Você vai. Sem saber onde dará aquela estrada. Você apenas vai. E sorri, nao porque conseguiu seguir só. Mas porque aquela tragetória cabia apenas um. Você."

Laizza N Pedroza

In memorian

"Não é que eu não possa pensar em você

Mas cada vez que eu faço isso um traço de esperança morre em mim

É como um corte a faca que dói em todas as minhas entranhas

A cada vez que eu lembro dos seus sorrisos e do seu jeito de cuidar de mim

Ou das suas sempre manias de me mimar, mesmo quando eu não merecia...

São esses detalhes e todos os outros que compõe e formam a vida entre duas pessoas

E quando eles não existem mais é como se nós tivéssemos perdido um pouco da própria vida

E tua ausência em mim é assim...
Trescala a todo e qualquer momento pequeno e insignificante..."

[in memoriam]

Aline d'Able

Hoje eu chorei

"Hoje foi o primeiro dia que chorei após ele ter ido. Hoje senti falta dele. Não sei se por costume de tê-lo sempre perto. Mas meu corpo chamava o dele, enquanto estava deitada naquela cama, que por tanto tempo esteve cheia. Cheia de vida. Cheia da gente. E hoje eu me deparei apenas com um corpo. O meu. Que continuava chamando o dele. E nesses chamados, percebi que o corpo de algum outro poderia saciar os prazeres da carne. Mas não saciaria o prazer da minha alma. Que estava ligada a dele, por muito tempo.
Ele lá, e eu cá. Pensando em mim? Talvez. Escrevendo pra ele? Mais uma vez.
Seria eu tão exigente assim? A ponto de não aprender a conviver com suas manias e loucuras? Mas tanto tempo se passou, e isso persistiu. E por diversas vezes tentei arrumar a casa, mas esquecia de fechar as portas e janelas para que o vento não entrasse e bagunçasse tudo. É, eu esqueci.
Mas qual será o propósito disso tudo, meu Deus? Qual? Mostre-o logo. Não agüento esperar. Me conformar fechando os olhos. Fechando os olhos para o que está a minha frente. E eu não quis enxergar. Fechei os olhos. Talvez eles de fato devessem ficar fechados. O que deveria abrir era o coração. Deixando o vento bater, arrancar as cortinas e portas. E junto com ela, entrar a poeira. Poeira do tempo. Do nosso tempo. Tempo. Muito nosso.
E o que ficou? Você lá, e eu cá. E essa saudade que aparece só depois de um tempo. Antes de dois em dois dias. Depois de cinco em cinto. Dez em dez. E agora de quinze em quinze.
Tempo! Sopra teu vento aqui dentro. Fazendo com que a saudade venha de ano em ano. Como uma saudade boa de sentir. Como uma lembrança. De um tempo que foi nosso. E agora não mais.
‘’Deixe estar, que o que for pra ser, vigora.’’ Que vigore nossa paciência. Nossa calma. Nossos sorrisos, mesmo distantes. Que vigore sempre o amor que carregamos aqui dentro. Adormecido algumas vezes. Mas que em algum tempo, despertará. E sorriremos de novo. Mas continuaremos sentindo saudade.
Você é a saudade boa que eu gosto de ter. Você foi àquela paciência. De amar por mim e por você. Você foi aquele silencio que por diversas vezes quis dizer tudo. Foi aquela brincadeira querendo acalmar a dor. Foi aquele coração que me amou, e amou. Mesmo eu duvidando que ele batesse. Você foi.
Hoje foi o primeiro dia que chorei após ele ter ido. "

Laizza N Pedroza

Sem amor

"-Eu te amo. – ela sorriu, tímida. -Você me ama?
-Não. - respondeu ele sorrindo - Todos os que amo vão embora. Eu não suportaria te ver partir. "

Caio F de Abreu

sábado, 21 de agosto de 2010

O último final

Se pudesse dividir sua vida em fatias qual o tamanho que o passado ocuparia neste bolo imaginário? Alguma vez já teve a sensação de não ver o presente acontecer por pensar demais no que já passou? Passou somente no tempo cronológico, mas as sensações ainda estão todas aqui. O quanto você é capaz de superar suas dores e suas perdas? Consegue enxergar quando chega esse momento, de ir para o outro lado e começar a viver realmente sem um peso nos ombros?

Luísa acordava todos os dias desejando que Roberto deixasse de vez seus pensamentos. Mas teimava em acreditar que estavam conectados por alguma frequência e que existia uma comunicação silenciosa entre eles. Preferia pensar assim do que aceitar a ideia de tudo ter sido nada, de toda a intensidade não ter passado de um entusiasmo apenas dela. Somos mestres em criar situações que somente nós enxergamos. Nos forçamos a encaixar a pessoa que está ao nosso lado nas nossas ambições. Imploramos para que aquele que divide a cama com você se encaixe na sua lordose e ofereça o ombro como travesseiro.

Já não sabia em qual dos dois pensava mais, se em Roberto ou se em Eliane. Tinha pensamentos absurdos com os dois, a ponto de querer estar entre eles, sendo ouvida e recebendo afeto. Todos os seus sentimentos estavam assim, completamente irracionais, sem parâmetros, alternados, inconstantes. Loucura deve ser isso. Tinha pena de Eliane e sabia que ela viveria tudo ou talvez pior do que ela viveu. E riu ao mesmo tempo. Pensou novamente em dedicar a crônica da próxima semana para ela.

“Ele não é fiel a você, mantive encontros com ele enquanto você estava trabalhando. Fui na sua casa, vi suas fotos, vi suas coisas, vi o quanto ele esta moldando você da mesma forma como fez comigo. Mas não julgue como traição. Ainda faço parte dele e você sabe disso. Estou mais presente do que ele próprio na sua vida. Assim como você está na minha. E isso me permite entender o que ele tanto gostou em você. Você topou o teatro.

Ele se faz de vítima e você diz o que ele quer ouvir. Ele se diz fraco e você retruca: você é forte. Ele se julga mau e você desfaz dizendo o quanto ele é bom. É uma boa maneira de tirá-lo do poço em que ele mesmo se jogou. Só que um dia a temporada de shows acaba. Você vai tirar a máscara e vai se tocar que nada do que você falou fez ele mudar ou melhorar. A peça é mesma e quem escreve é ele. Eu estou me livrando de vocês. Ainda vejo tudo de camarote e torço para que realmente alguma coisa nessa história toda tenha um final diferente. Quanto a você, aproveite. Se quiser saber o final da história, sabe onde me encontrar.”

Ao terminar o texto, Luíza nem mesmo o revisou. Clicou em enviar antes que se arrependesse. Quando a coluna foi publicada, ela leu linha por linha, tensa, com receio de se arrepender. Mas ao final, como que uma redenção merecida, mas tão inesperada, como achar dinheiro no bolso, ela sentiu-se arrebatada por uma sensação de liberdade. Noites de choro, fobias, planos maquiavélicos, tudo enfim foi substituído por um sentimento sorrateiro, mas muito bem-vindo.

Conseguiu ler sem sofrer, sem sentir o refluxo que trazia a história de volta ao esôfago. Porque aquela não era mais sua história. Era a história de duas pessoas, felizes ou não, loucas ou não, que se amam ou não, mas certamente fadadas à repetição e à mediocridade. Como é que algo assim levou anos pra parecer tão óbvio? Ver a situação do alto, como leitora e espectadora, deixou claro que não era mais preciso se vingar. Que a maior vingança não viria dela. Viria deles mesmos. Da convivência, da rotina, do peso do dia a dia, que fatalmente acabaria por consumir aqueles dois. Tantos planos de sangue, de escândalos e a vingança maior estava ali o tempo todo: condenar um ao outro. Nada que ela pensasse poderia ter sido mais cruel do que isso.

(Retirado do blog ' redatoras de merda')

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Sim

Nosso amor, contaminado de eternidade. (Fernando Pessoa)

Por que demoraste tanto a voltar, moço? Sem interpretações, as palavras são todas tuas. Se foram elas que te levaram, que sejam elas que te recebam. Isso é mais que um texto. É um clichê, cheio de exageros. Quebro o silêncio de anos, ‘cada coisa tem sua hora e cada hora seu cuidado’. Procuro ainda meios de preencher os espaços deixados por ti. Guardo ainda os segredos que não te contei. Guardo a importância de tua presença e o quanto de falta ela me fez. E embora eu tenha ficado sem saber onde colocar as mãos sem você, no teu retorno não tive dúvidas, meu abraço parecia te esperar a despeito do passado. Tu voltas e traz contigo as emoções todas. Assustei-me. Olhei bem. Quão suave foi reconhecer: finalmente tudo mudou, ainda bem não mudou nada! E tu, mesmo sem consentimento, foste retomando um espaço dentro de mim, com teu amor exagerado e tua disposição tão bonita. O que ficou nos deu ainda um lugar de repouso, de alívio, de porto e de partida. Obrigada pelos confetes em formas gentis de amor. Pelas declarações – silenciosas – de amor. Por todas as cores divertidas do teu verso de amor e pelo carinho que, depois de tanto tempo, derrama-se em delicadas formas. Tua pressa de ser meu me faz crer que eternidade é um dia de cada vez. Quero mais da gente, quero tuas soluções simples, tua certeza sem promessas. Quero o passado no lugar certo, quero um presente sem culpas e sem dor. Repito baixo pelos cantos que te amo, torcendo para que sintas. Anseio mais coincidências, mais respostas, outras formas de amar. Quero paz diante da possibilidade de dar a mão a alguém sem perder a liberdade. Quero até quando tiver de ser. Aproveito teu ombro como travesseiro e tua cumplicidade de companhia. Ofereço o coração como abrigo e as coisas mais simples que um amor amigo pode trazer. Faço rimas de minha saudade. E assim caminho: com você em mim. Isso é mais que um texto. É um clichê, cheio de vontade. E é o meu sim.


(Retirado do blog " euamaria" )

Livre

Tu és livre, repeti. E se repeti incontáveis vezes foi desejando incontáveis vezes que compreendesses. Mas tu não compreendes. Não consegues acreditar que assim o amo mais e não é por não esperar nada de ti, é antes por esperar a tua verdade. Porque quando o fiz livre, quis demonstrar meu afeto da forma mais legítima possível. Quis que percebesses o quanto me era caro tua satisfação de fazer somente o que te deixa alegre. Quis que soubesses que tua atenção só me serve se for real. E que se daqui a trinta anos fores comprar pão quero ter a certeza que voltaste por vontade própria. Não o deixei livre por falta de importância, deixei antes por te saber inteiro. Tirei de ti o poder de magoar-me. Não limitei teus passos, não fiz condições. Tu tinhas, assim, espaço ilimitado para voar. E para voltar. Gosto de pensar que pessoas livres e inteiras se amam melhor. Não quero tua metade, nem te dou a minha. Mas aceito tua companhia inteira e te outra companhia completa. Se o deixo livre, faço de cada retorno teu uma alegria nova. E ofereço a cada regresso, a minha liberdade toda.

( Retirado do blog: " euamaria" )

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Agora que tu vais outra vez

'...o que resta é a sensação da tua caricia no meu rosto cheio me memórias tuas. Quando me olho no espelho é de ti que eu me recordo. Fica a minha cama marcada pelo teu corpo, as paredes do meu quarto ecoando a tua voz e a minha expectativa inocente de que a qualquer momento o interfone vai soar e vai ser você dizendo que não precisas mais ter que me deixar aqui. De que vai ser você lá embaixo dizendo pra eu descer correndo, só com a roupa que levo no corpo, e que o necessário não são as coisas que eu poderia querer guardar numa maleta, que já basta a nossa vontade somada de estar juntos ate que a vida seja fim. Mas não é assim. Hay que tener paciencia, cariño, e não saltar as etapas. É preciso seguir lutando e acreditando que esse é o preço que há de ser pago pela tranqüilidade que está a caminho.

O tempo para aqui. Agora que tuas malas estão feitas, e Madrid te espera outra vez.
Te espero.'

( Dani Cabrera - do blog: do amor que sinto)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Lembrei de você

"... dentro daquela saudade que não ia embora por mais que o tempo passasse e dentro dele, mesmo sem lembrar, apenas agindo, todos os dias eu acordava e tomava banho, escovava os dentes e fazia todas essas coisas rotineiras, igual a alguém que aos trancos, mecanicamente, continua a viver mesmo depois de ter perdido uma perna ou um braço que, embora ausentes, ainda doem - sem poder evitar, inesperadamente, sem querer evitar, outra vez lembrei de você."

C.F.A.

Ferida antiga

"Menos pela cicatriz deixada, uma ferida antiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva".

C.F.A.

Diálogo

'- O que deu em você? Você esta muito carente.
- É acho que estou um pouco sim.
Como você mesma disse muitas vezes, é o hábito de ser amado.
- Mas também precisa ter o hábito de amar
- Você acha mesmo que eu nunca amei?
- Talvez tenha amado pouco a quem te amou muito
- É...tem razão. Eu tranquei meu coraçao por defesa, e acabei magoando muitas pessoas que eu não podia magoar
- Se você precisasse de uma mulher que te amasse, apenas que te amasse, acho que não seria difícil. Mas você precisa mais do que isso.
Você precisa de uma muher que te ame e te perdoe, que viva te amando e te perdoando o tempo todo. Isso é mais difícil de encontrar.'

(Texto de Manoel Carlos, novela 'Viver a vida')

terça-feira, 20 de julho de 2010

Canalha ou cafajeste?

'Muitas mulheres confundem um homem canalha de um homem cafajeste . Por isso resolvi colocar uma lista de diferenças entre os dois seres:

1-) O canalha transa com uma garota e sai contando pra todos os seus amigos pra tirar vantagem e descarta ela da sua lista. O cafajeste transa, conta só pra seus amigos mais chegados, mas mantém contato com a garota. Afinal ele pode precisar dos seus favores quando tiver na seca.

2-) O canalha sai beijando todas que ve pela frente na balada. É muito legal ficar disputando com os amigos quem beija mais (afinal seu cérebro parou de se desenvolver aos 14 anos de idade). O cafajeste escolhe uma só, a mais interessante. Fica com ela a noite toda, troca até contatos, por que se não sair do lugar pra transar com ela, vai transar num outro dia.

3-) O canalha não sabe tratar bem uma mulher. É grosso, mal-educado, destrata pessoas humildes ou empregados como prova de superioridade. O cafajeste sabe quando e que intensidade agradar. Compra chocolate, bichinhos-bonitinhos-de-pelúcia e leva a restaurantes finos, com o único objetivo de fazer a mulher se sentir valorizada e assim alcançar seu objetivo, sexo.

4-) O canalha é burro. Seu senso crítico limita-se a análise do gol mais bonito da semana ou de qual a mais gostosa do Big Brother. O cafajeste sabe se virar em qualquer assunto, se é necessário discutir sobre a moda da estação na frente de mulheres ele vira um estilista, se a garota é fã de Chopin ele se torna um frequentador de concertos, etc

5-) O canalha adora aparecer. Estufa o peito na frente das mulheres, faz piadas prontas, é o amigão de todo mundo e só sabe contar vantagem. O cafajeste não precisa de auto-promoção, o boca a boca é feito pelas próprias pessoas que estão ao seu redor. Ele se adapta ao ambiente mudando sua personalidade de acordo com a ocasião. Ou seja, um é pavão o outro camaleão.

6-) O canalha mente. O cafajeste omite.

7-) O canalha não sabe elogiar (ou xavecar, como se diz em sampa). Quando o faz é tão ruim que se torna uma cantada de pião, “uau, que gata!”, “que delicia”, “o la em casa”. O cafajeste sabe elogiar os pontos-chaves da mulher, “nossa, lindo o seu cabelo”, “que sorriso”, “você emagreceu?”.

8 -) O canalha não sabe cuidar de mais de uma mulher. Acaba confundindo nomes, esquece de ligar pra uma, dá mais atenção pra outra, deixa pistas, etc. O cafajeste sabe tratar todas por igual, quando não está afim de sair com uma ele liga ou manda um sms “bonitinho” pra não perder contato. E mesmo que a mulher saiba que ele é um cafajeste, ele a faz crer que é especial e que pode rolar algo sério.

9-) O canalha deixa pista. Seu scrapbook é lotado de recadinhos de mulheres, no subtitle do seu msn ele cita nomes de mulheres, seu celular está cheio de mensagens comprometedoras e sua mãe sempre entrega o jogo (“o x saiu com uma amiga”). O cafajeste apaga todas as pistas, seu scrapbook é apagado diariamente, o msn tem nicks abrangentes que podem ser adaptados pra qualquer uma (“Que saudades de você”), o celular nunca tem mensagens, e sua mãe é grande aliada pois ele sempre diz pra ela que foi na casa de um amigo.

10-) Canalha é substantivo, cafajeste adjetivo.'


(blog manual do cafajeste)

Traição: Inevitável ou não?

'Bom, tai uma coisa que eu penso sempre. O que leva um cara ou uma mulher a trair seu parceiro(a)? Será um relacionamento desgastado? Influência dos amigos? Pura safadeza? Troco?

A primeira justificativa não se mantém. Porra, se um não sente mais tesão pelo outro, se o parceiro(a) virou amigo ou só brigam, por que não terminar?! Ok, “tenho medo de perder um pessoa que eu confio e acho que ainda gosto”, então pra que trair? Ora, pede um tempo, e ai sim procura outras pessoas. Mas, não desrespeite alguém que já foi importante na sua vida.

Influência de amigos é uma das principais causas das traições masculinas. Isso eu não sei explicar, mas álcool + amigos solteiros + mulheres bonitas X namorada ausente = pulada de cerca. Portanto, por mais que você confie no seu rolo, namorado, etc fica sempre de olho quando esse tipo de combinação for acontecer. O velho truque de amigas detetives ajuda muito.

A terceira justificativa é a que mais abomino. Uma pessoa que trai por natureza só por que não consegue se manter com uma pessoa só, não é somente safada, mas é sem moral. Será tão difícil ficar solteiro(a) e comer (dar) pra todo mundo? Tem que fazer alguém de bobo? Só pra ter uma transa “segura”?

A quarta é a única defensável. Mas, ela deve ser usada de forma estratégica. Seu namorado te chifrou? Não chora na frente dele, nem dá xilique! Fica com um conhecido dele, é a melhor resposta.

Eu, como um bom cafajeste, já fui coadjuvante na traição alheia, mas nunca trai. Por que se eu gosto da pessoa com quem estou, vou querer ficar só com ela, afinal ela me satisfaz. Acho que é por isso que meus namoros duraram só 3 meses =/

Agora o mais importante, se o carinha que você conhece já traiu alguém, cuidado. A chance de fazer o mesmo com você é bem grande (senão inevitável).'

( Blog manual do cafajeste ( para mulheres))

Terminando com a namorada

'Semana passada estava em um barzinho com dois colegas de trabalho e no meio da conversa surgiu o assunto “como terminar com a namorada”. Calma, não fui eu quem iniciou o assunto. É que um deles está de saco cheio da namorada e cada dia vem com uma história diferente de putaria que fez com alguma garota x por ai. O outro companheiro de mesa já tinha passado pela mesma situação e contribuiu para que eu me desse conta de um tema que nunca fez parte da minha realidade.

Nunca fez parte porque meus namoros duraram no máximo 4 meses. Quando começava a encher o saco era simplesmente “não dá mais, abraço” e dia seguinte estava tranquilão na balada. Só que quando o tempo junto com uma pessoa entra no período de anos, ai complica. Você cria um hábito, um vínculo que vai muito além do sexo e atração carnal, é meio que uma forte amizade. Complicado falar “acabou” e tocar a vida numa boa.

Esse meu amigo namora há 3 anos e me contou que desde o começo desse ano nunca havia traído a namorada. Não por falta de oportunidade, mas de vontade mesmo. Porém, no reveillon ele acabou traindo e esse foi o primeiro passo para muitas outras traições. Perguntei a ele qual tinha sido o motivo, ele deu algumas voltas, enrolou, e no final filosofou colocando a culpa no tempo que deixa as relações desgastadas e sem graça (se isso procedesse ninguém falaria com seus pais e odiaria seus irmãos). Não insisti.

Após o quarto chifre, ele ficou com pena, decidiu terminar e ai vocês conhecem bem o script. A garota chora, diz que mudará, que o ama muito e mimimi´s. O cara se vê numa situação constrangedora e maçante e acaba voltando. Ai passam quinze dias, surge uma nova gostosa na faculdade dando mole e o looping de traições retorna. Nesse momento os homens apertam o botão do “foda-se” e caem de vez na traição e passam a ser frios e destratar a namorada. Eles gostariam que nessa hora terminar fosse tão simples como o jogo “Imagem e ação”, o cara dá as dicas, faz macacadas, a garota adivinha e ai termina. Mas a vida não é tão simples.

A coitadinha tenta realmente mudar como se de fato ela sempre fosse a responsável pelo desencanto. Passa a ser mais flexível, deixa o cara mais “solto” e se dedica a agradá-lo, enfim, vira uma tonta sem personalidade. Não há muito que fazer. O cara já está em outra e vai enrola-lá e sacanea-lá até ela abrir o olho, decidir recuperar o amor próprio e tomar uma atitude.

Só que boa parte das mulheres apaixonadas é boba. A garota quando finalmente consegue terminar ainda dá umas recaídas. Um belo dia o cara está na seca, não tem opções na geladeira e quem vai procurar? A boba apaixonada para petiscar. Ela fica toda feliz achando que voltaram, mas ele volta para o looping de traições e assim segue o ciclo.

No meu ponto de vista, brigas e desentendimentos sempre vão existir em um relacionamento. As vezes eles serão fraquinhos e as vezes pesados. O problema é eles se tornarem constantes. Como homem não suporta DR e dramas, quando eles começarem a ser recorrentes ou ele vai pular fora, ou vai fazer com que você termine, ou sua cabeça vai coçar.'


(Retirado do Blog Manual do cafajeste)

sábado, 17 de julho de 2010

Um Pequeno Imprevisto

'Eu quis querer o que o vento não leva
Pra que o vento só levasse o que eu não quero
Eu quis amar o que o tempo não muda
Pra que quem eu amo não mudasse nunca

Eu quis prever o futuro, consertar o passado
Calculando os riscos
Bem devagar, ponderado
Perfeitamente equilibrado

Até que num dia qualquer
Eu vi que alguma coisa mudara
Trocaram os nomes das ruas
E as pessoas tinham outras caras
No céu havia nove luas
E nunca mais encontrei minha casa...'


(Paralamas do sucesso)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Leis de Murphy atualizadas

A. Nada é tão fácil quanto parece, nem tão difícil quanto a explicação do manual.

B. Tudo leva mais tempo, do que todo o tempo que você tem disponível.

C. O modo mais rápido de se encontrar uma coisa, é procurar outra.

D. Você sempre encontra, aquilo que não está procurando.

E. Quando te ligam: Se você tem caneta, não tem papel. Se tiver papel, não tem caneta. Se tiver ambos, ninguém liga.

F. Qualquer esforço para se agarrar um objeto em queda, provocará mais destruição do que se deixássemos o objeto cair naturalmente.

G. Se você consegue manter a cabeça enquanto em sua volta todos estão perdendo a deles, provavelmente você não entende a gravidade da situação.

H. Só sabe a profundidade da poça, quem cai nela.

I. Especialista é aquele cara que sabe cada vez mais, sobre cada vez menos.

J. Superespecialista é aquele que sabe absolutamente tudo, sobre absolutamente nada.

K. Guia prático para a ciência moderna: Se mexer pertence à biologia. Se feder pertence à química. Se não funciona pertence à física. Se ninguém entende é matemática. Se não faz sentido é economia ou psicologia.

L. Se o curso que você mais desejava fazer só tem 'n' vagas, pode ter certeza de que você será o aluno 'n' + 1 a tentar se matricular.

M. Oitenta por cento do exame final da sua faculdade será baseado na única aula que você perdeu, baseada no único livro que você não leu.

N. Cada professor parte do pressuposto de que você não tem mais o que fazer senão estudar a matéria dele.

O. A citação mais valiosa para a sua redação, será aquela o nome de cujo autor você não consegue lembrar .

P. Se estiver escrito 'Tamanho único' é porque não serve em ninguém.

Q. Todo corpo mergulhado numa banheira faz tocar o telefone.

R. A probabilidade de o pão cair com o lado da manteiga virado para baixo, é proporcional ao valor do carpete.

S. O gato sempre cai em pé.

T. Não adianta amarrar o pão com manteiga nas costas do gato e o jogar no carpete. Provavelmente o gato comerá o pão antes de cair... Em pé.

U. A fila ao lado, sempre anda mais rápido.

V. Existem dois tipos de esparadrapo: o que não gruda e o que não sai.

W. Na guerra, o inimigo ataca em duas ocasiões: quando ele está preparado, e quando você não está.

X. Toda partícula que voa sempre encontra um olho aberto.

Y. Por que será que números errados nunca estão ocupados?

Z. Quando você está trabalhando em algo realmente importante, ninguém está prestando atenção em você. Mas é só você acessar a Internet, ou dar uma olhada em seus e-mails que certamente até o seu chefe entrará em sua sala.... e vai achar que você não tem nada para fazer.

(autor desconhecido)

Sem título

Faz tempo que me perdi de você, amor
Que esqueci seu nome, seu beijo
O tom agudo da sua voz.
Suas mazelas, suas canduras.
Fui ali e não voltei
Ou se voltei, não pude ficar.
Não havemos de estar.
Abri uma janela e fugi,
Eu queria era morrer
Mas aconteceu: voei.
E fui voando, voando.
Viciei.

A casa que era nossa, só sua
O amor que era seu, só meu.
A porta da sala, a porta da rua.
Parti. Não resisti.
Não devia, mas eu disse até logo
Uma, duas, tantas vezes
Eu disse até logo.
Você entendeu adeus.

Dessa vez não vou voltar
Não vou lhe ver
Não vou me machucar.
O mundo é grande, eu sei
As paixões parcas
As desilusões doridas
Mas o que você evita por precaução
Eu busco. A dor é também vida.

Aqui, ali, acolá.No vôo, no mar.
Do outro lado da ponte,
Do outro lado do mundo.

Faz tempo que eu lhe perdi, amor
Mas eu tentei, não me arrependo.

Pobre de você que nunca me encontrou.


Ana Paula Mangeon

AS ETAPAS DO (DES) AMOR

Dizem por aí que após terminar um relacionamento é preciso passar um tempo sozinho, consigo mesmo. Reza a lenda que emendar um namoro atrás do outro pode ser prejudicial à busca do próprio eu e que, pessoas que não seguem esta cartilha, estão fadadas a frustrações de ordem amorosa, por transferir os problemas não resolvidos do caso anterior para o atual.

Segundo especialistas, a melhor coisa a fazer após um chute na bunda, é passar por 3 importantes etapas: Auto-Destruição, Balada Frenética e Reencontro.

Auto-Destruição
Aqui você precisa ir até o fundo do poço. Vale tomar um porre, ligar bêbado, chorar em público, invadir o email da pessoa amada, deletá-la do seu orkut, lista de spam, msn. Tudo isso na consciente (ou não) tentativa de extinguir qualquer possibilidade de retorno. Depois da fúria, você vai passar dias e noites chorando na cama, sem trabalhar, sem trocar o pijama, sem tomar banho. Vai se olhar no espelho com desgosto, recusar qualquer convite para sair e mudar de canal sempre que uma cena de sexo invadir sua televisão. Na rua, vai cuspir nos casais felizes.

Balada Frenética
Passada a fúria e a depressão, você aceita convites para sair. Melhor, você enche o saco de deus e o mundo para sair com você durante toda a semana, de segunda a segunda. Aqui nesse estágio você vai se ver numa mesa de bar com aquele conhecido distante que você nem ia muito com a cara, mas foi a única pessoa que topou tomar todas em plena segunda-feira chuvosa. Vai se ver dançando com estranhos e vai acordar ao lado de alguém que mal lembra o nome. Na rua, continua amaldiçoando os patéticos e inconvenientes casais felizes. Nesta fase existe um esforço sobre-humano para ser feliz. E se na auto-destruição você se afundava no chocolate, aqui você se matricula na academia. Está chegando a hora de voltar para o mercado de trabalho... mas não antes de passar pelo Reencontro.

Reencontro
Uma onda de calmaria invade o seu quarto junto com incensos e livros sobre espiritualidade. Aqui você tenta buscar o equilíbrio: pode ser que se matricule numa aula de yoga ou pare de fumar. Talvez você opte por cortar carne vermelha e comece a estudar sexo tântrico. O reencontro, portanto, é consigo mesmo. Chegou a hora de avaliar tudo o que viveu e se abrir para o novo. Na rua, na fila do cinema e no trânsito, continua xingando os casais felizes, porque casais felizes são sempre chatos, né?

Passadas as etapas, uma a uma, você procura e não encontra nenhum especialista. Por que o filho sem mãe que inventou estas regras casou e foi passar a lua de mel em Bora Bora. Ele também não te avisou que só as mulheres passam por tais etapas. E você nem de longe desconfiou, porque enquanto passava noites e mais noites desabafando com as amigas na mesa do bar, remoendo e remoendo o que passou vestida de luto, o seu ex já estava na cama com outra. É bem capaz dele já ter partido para a segunda aventura enquanto você mal entrava na terceira etapa.

(autor desconhecido)

domingo, 11 de julho de 2010

...

'Substituímos expressões fatais como “não resistirei” por outras mais mansas, como “sei que vai passar”. Esse é o nosso jeito de continuar.'

Caio F de Abreu

sábado, 3 de julho de 2010

Inevitável

'Inevitável te querer
Insuportável te perder
Incontrolável me conter,
cada vez que o meu coração te vê

Indecifrável teu poder
Inexplicável ter você

Insuportável te esquecer,
Depois de tudo tento te entender.

Gostar de você
É chover no molhado,
É campo minado
É perigo

Estar com você
É viajar até Marte,
É a melhor parte do amor
Que eu faço contigo

É que meu coração é só seu
Sei que agora já ta tudo bem,
Se eu chamar você vem


É que meu coração é tão seu
E não quer saber de mais ninguém

Nosso amor é nota cem'